Introdução do Padre John Mary
Muitas pessoas têm-nos perguntado como compreender o que Deus Pai disse nas nossas Mensagens anteriores a respeito de «separarem-se», e especificamente se devem continuar a ir à Missa e a receber a Santa Comunhão nas suas paróquias atuais. Para um católico fiel, estas questões podem ser angustiantes. As situações individuais variam muito. Alguns sentem fortemente que o Senhor lhes está a dizer que não devem continuar nas suas paróquias. Outros têm uma perceção diferente. Nós não conhecemos as respostas a todas estas questões. Por isso, pedimos à Irmã que perguntasse ao Senhor. Esta Mensagem é a resposta que ela recebeu. Como verão, trata-se de uma Mensagem muito desafiante, por isso pedimos à Irmã que nos desse algumas perspetivas sobre como melhor a receber. Acrescentarei também algumas palavras de explicação no final.
Nota da Irmã Amapola
Estes tempos e estas Mensagens levantam muitas questões sobre o que fazer nestas circunstâncias particulares.
Como seres humanos normais, desejamos clareza. E em matérias morais e espirituais tão sérias como estas, gostaríamos de uma clareza absoluta e de orientações muito específicas. Queremos que Deus nos diga exatamente o que fazer para O agradar, permanecer na Verdade e não pôr em perigo as nossas almas.
No entanto, o que o Pai nos pede principalmente é um ato de Fé – um abandono total à Sua Vontade e orientação, mesmo sem compreendermos claramente e sem termos orientações precisas sobre o que fazer, apesar da confusão e do medo que nos rodeiam, confiando que Ele nos guiará e protegerá; e dizendo, com Nossa Senhora Bendita: «Eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra».
Acho que, ao ler esta Mensagem, é importante e útil recordar isto e pedir a Luz e a ajuda do Espírito Santo, para que possamos receber a verdadeira essência do que Ele deseja comunicar-nos – não apenas os avisos terríveis (dos quais precisamos), mas acima de tudo o Amor subjacente e a certeza de ajuda que está a ser transmitida. Não sei como compreender muitos trechos, sou facilmente sobrecarregada pela gravidade do que está a ser dito e pelo peso tremendo da responsabilidade em tornar públicas estas Palavras. Mas por detrás de cada Palavra há um oceano de Luz e de Misericórdia que nos é oferecido – agora – para nos ajudar a viver estes tempos e a poder cooperar no Seu Plano, sem sermos um obstáculo. Com Nossa Senhora, guardamos estas coisas no coração e meditamos nelas e tentamos fazer tudo o que Ele nos disser (Lc 2:51; Jo 2:5).
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10 de julho de 2026
O Espírito Santo. «Separai-vos do veneno.»
(Dictado em inglês.) (NOTA: As notas de rodapé não são ditadas por Deus. São acrescentadas pela Irmã. Por vezes, a nota serve para ajudar a esclarecer, para o leitor, o sentido que a Irmã dá a uma determinada palavra ou ideia, e outras vezes para transmitir melhor o tom de Deus quando falou. As referências às Sagradas Escrituras são muitas vezes incluídas porque a graça que contêm é útil para ler as Mensagens.)
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Meus filhos,
Sou Eu, Mirrén[1], o Espírito Divino de Deus, o Espírito de Sabedoria, que responde.
Vejo a tristeza de tantos dos Meus filhos perante a confusão que agora invadiu toda a Minha Igreja.
Quanto sofrimento é causado pela rejeição da Verdade e da ordem que o Pai estabeleceu para o bem de todos os Seus filhos.
Lembrem-se disto, pequeninos: TUDO o que o Pai estabeleceu, ordenou e comandou foi feito por Amor a vós; pelo vosso bem eterno; tudo conduzindo à união perfeita no Mistério Divino da Santíssima Trindade, por toda a eternidade.
Quando a ordem[2] estabelecida pelo Pai permanece no seu lugar, quando a Linha de Autoridade[3] que Ele estabeleceu permanece no seu lugar, então as almas são alimentadas, nutridas, protegidas e ajudadas por esta ordem e esta autoridade. Agir fora destes limites torna-se perigoso – a tentação de rebelião e de orgulho torna-se mais forte e mais difícil de resistir.
Durante séculos, esta ordem e esta linha de autoridade – ambas provenientes do Trono de Deus, do Seu Coração – atuaram como um baluarte para os Meus filhos, apesar das muitas imperfeições e incompreensões que os têm assolado desde o início.
A ordem e a Linha de Autoridade são perfeitas, mas aqueles que agem dentro delas e através delas são imperfeitos, pecadores e fracos.
O Mistério da Vontade Permissiva do Pai está aqui em ação – muitas vezes permitindo que estas imperfeições e injustiças existam para tentar purificar e santificar as almas através da humildade, do abandono, da Fé e da obediência.
Mas, Meus filhos, a Hora da Paixão da Igreja – da Igreja Mística de Jesus, a Palavra Encarnada – está sobre vós.
Nesta Hora, é permitido ao inimigo destruir aparentemente a ordem do Pai e infiltrar-se e usurpar a Linha de Autoridade, destruindo assim, aparentemente, a Igreja[4], e abandonando os Seus filhos[5], que ficam aparentemente sozinhos e sem pastor.
O Pai abandonará completamente os Seus filhos aos lobos?
Jesus já não estará ao vosso lado?[6]
Já não concederei Luz e Conselhos aos Meus pequeninos desamparados?
NÃO, filhos.
Esta Hora mais escura deve ser passada, o cálice amargo deve ser bebido, as lágrimas e a tristeza devem ser sentidas.
Mas não estais sozinhos.
Apegai-vos à VERDADE.
Perguntais, no meio de tanta confusão escura, onde está a Verdade hoje em dia?
Sabeis, Meus pequeninos, onde a Verdade pode ser encontrada. [sorriso]
JESUS É A VERDADE.
ELE É O ÚNICO, VIVO E DURADOURO, IMUTÁVEL VERDADE.[7]
PERMANECEI NELE.
A ordem estabelecida pelo Pai e a Linha de Autoridade que Ele estabeleceu foram agora envenenadas.
Deveis evitar este veneno, filhos.
O veneno da falta de Fé, da falta de confiança e obediência; o veneno do orgulho e da rebelião; o veneno do relativismo e do medo.
O veneno invade lentamente, gradualmente, penetrando tecidos, células e órgãos.
O Corpo pode tolerar uma certa quantidade de veneno antes de adoecer completamente e ficar incapacitado.
Durante algum tempo, é possível continuar a viver como antes, pois o veneno ainda não invadiu completamente o Corpo.
Meus filhos, desde que a usurpação da Cátedra de Pedro ocorreu, o veneno mortal entrou na corrente sanguínea do Corpo da Igreja.
Compreendeis o que isto significa?
O veneno está agora a ser transmitido por todo o Corpo.[8]
É por isso que é agora necessário separarem-se deste veneno – daqueles que o promovem, daqueles que o permitem, daqueles que, estando tão adormecidos, são incapazes de travar a sua propagação.
Orai por estes, para que despertem antes de serem vencidos.
Restam muito poucos poços não envenenados[9] e estes também cairão em breve vítimas do veneno.
Os Meus verdadeiros pastores apascentarão os seus rebanhos entre as rochas e as colinas, no deserto, durante um breve tempo, até que a Ação Divina desça para purificar, curar e restaurar.
[O seguinte é dirigido aos Seus Sacerdotes.]
Filhos do Pai, sobre quem repousa o Seu Selo, para nutrir, guiar e proteger os Seus filhos, os rebanhos confiados aos vossos cuidados:
NÃO TENHAIS MEDO.
Como brilhará o Selo Sacerdotal e já brilha nesta hora escura!
ABANDONAI-VOS SEM RESERVAS À VONTADE DO PAI PARA ESTA HORA.
Este ato de confiança e Fé filial total obtém para vós e para o vosso rebanho as graças necessárias de LUZ, DISCERNIMENTO, FORÇA e CORAGEM de que precisais nesta Hora.
Tendes a PEDRA ANGULAR[10]; ancorai-vos a Ele.
Tendes a VERDADE, não tenhais medo.
Tendes Aquele que é VIDA; erguei o vosso olhar para Ele a cada momento.
Tendes-Me a Mim, sempre presente nos corações que anseiam por Deus e pela realização das Suas Promessas.[11]
Tendes-Me, a Luz Divina que penetra todas as mentiras, todas as enganações, todas as trevas mais densas. NÃO TEMEREIS.
Tendes o Refúgio Divino do Imaculado Coração de Maria Santíssima – abrigai todas as almas nesta fortaleza.
Tendes a Mãe que vos ama de um modo particular, que vos une cada vez mais ao Coração do Seu Filho, o Eterno Sumo Sacerdote.
Tendes o auxílio de todos os Coros Angélicos; de todas as almas dos Santos, que, embora tenham completado as suas missões terrenas, ainda cooperam no Plano do Pai para esta Hora. Tendes as orações das almas que estão a ser purificadas. AJUDAI-AS, Meus filhos.
Sentis-vos sozinhos, filhos do Meu Coração, mas Eu vos uno na Vontade do Pai, na grande Obra da Reconquista, no cumprimento do que o Pai anunciou e prometeu desde há muito.
Meus filhos, quando a Linha de Autoridade é usurpada e envenenada, deveis ir à Raiz, à Origem de toda a Autoridade – o Pai – que confiou toda a Autoridade e Julgamento a Jesus, para que, por Ele, tudo seja submetido ao Pai.[12]
Jesus, Jesus, JESUS.
Aquele que permanece em Jesus permanece no Pai, permanece na VERDADE.[13]
Aquele que nega Jesus, nega o Pai e separa-se da VERDADE. Torna-se anátema.[14]
Permanecer em Jesus é permanecer no Seu Corpo Místico,[15] é habitar no Coração do Pai, é permanecer como o ramo unido à Videira[16], por meio de Quem toda a Graça, Verdade e Autoridade fluem.
Não tenhais medo.
[O que se segue é dirigido a todos.]
Meus pequeninos filhos,
Meu pequeno rebanho disperso; tão atacado, tão adormecido na indiferença e na falta de consciência.[17]
Ajudaí aqueles que ainda dormem, Meus amados. Esta é parte da vossa missão – carregar o fardo de ver e saber, e a dor e a tristeza que isto traz; e o dever de ajudar os Meus filhos adormecidos a ver e reconhecer a escuridão e a singularidade desta Hora.
Ajudaí os Meus Sacerdotes, encorajai-os, orai por eles.
Servi-vos da ajuda deles na medida em que forem capazes de reconhecer a Hora presente e o veneno que infetou a Minha Igreja.
Lembrai-vos de que o vosso Deus – que vos ama – sabe o que enfrentais, sabe o vosso desejo de permanecer fiéis a Ele, sabe o que podeis e não podeis fazer.
Confiai que, na Sua Misericórdia, Ele vos proporciona os meios para alimentar as vossas almas, mesmo no meio das trevas e da confusão.
Através da vossa FÉ, HUMILDADE e OBEDIÊNCIA, Ele concede-vos tudo o que precisais para permanecerdes fiéis a Ele.
ESTAI EM PAZ.
NÃO PROVEU ELE ALIMENTO E BEBIDA NO DESERTO?[18]
NÃO TENHAIS MEDO.
CONFIAI. AMAI. ESPERAI.
Uni-vos em espírito – pela FÉ – às orações e Sacrifícios[19] dos Meus verdadeiros Sacerdotes fiéis.
Permanecei em Jesus.
Abandonai-vos à Minha Ação.
Confiai na Providência Amorosa do Pai.
Guardai-vos contra o veneno que se espalha cada vez mais rapidamente.
Tendes o Escudo do Sangue do Cordeiro sobre vós.
NÃO TEMEREIS. [sorriso]
O Espírito que falou às Igrejas fala mais uma vez.[20]
Quem tem ouvidos, ouça o que Ele diz à Sua Igreja.[21]
Amém.
MARANATHA.[22]
O Santíssimo Espírito de Deus,
O Amor do Pai e do Filho,
O Espírito Divino que purificará tudo o que existe.
Amém.
Comentário do Padre John Mary
Este é o texto da reflexão que o Pe. John Mary fez sobre a gravação em vídeo desta Mensagem.
Introdução
Eis a Mensagem. Claramente, o Senhor está a falar de uma situação terrível, que requer discernimento e decisão.
Quero ser claro: não pretendemos saber o que cada pessoa deve fazer, nem acreditamos que o Senhor esteja a dar aqui uma solução universal.
Encorajamo-vos a ler e a refletir sobre a Mensagem em oração, com confiança e fé no Senhor, pedindo-Lhe que vos guie no vosso discernimento particular.
Aqui, ofereço simplesmente algumas palavras que poderão ser úteis nesse discernimento.
A Paixão da Igreja
Primeiro, que situação provocou estas palavras graves do Nosso Senhor?
Ele diz-nos. Estamos a viver a Paixão da Igreja, a grande provação que o Catecismo nos diz que a Igreja deve sofrer antes da sua purificação final.
Deus diz-nos: «O veneno mortal entrou na corrente sanguínea do Corpo da Igreja». Não apenas aparecendo em algumas maçãs podres, mas espalhando-se por toda a Igreja, desde o topo.
Esta é uma Mensagem dura e, obviamente, muito controversa. E para muitos católicos cuja vida paroquial parece relativamente normal, falar de «veneno» na Igreja pode parecer estranho. Mas não para aqueles que têm prestado atenção. Eles testemunharam o veneno a infetar e corromper os membros do Corpo Místico de Cristo, a Igreja, particularmente durante o tempo de Francisco e Leão. Verdades básicas – como Cristo ser o único caminho de salvação, o estado de graça para receber a Santa Eucaristia, a devoção correta à Nossa Senhora Bendita e a verdade sobre o matrimónio e a sexualidade, entre muitas outras – são enfraquecidas, até negadas por uma hierarquia corrupta. Eles testemunharam essa hierarquia tornar-se ainda mais corrupta e mais herética com as nomeações escandalosas feitas por Francisco e Leão. O veneno está aí. Deus não está a exagerar.
O que devemos fazer
Separar-se do veneno
Eis a situação. Como devemos responder? Como podemos proteger a nós mesmos e aos nossos entes queridos deste veneno? A orientação fundamental do Nosso Senhor é separarmo-nos dele e daqueles que encorajam ou permitem que se espalhe.
O que significa isto concretamente para cada um de nós? Novamente, não é uma abordagem universal. A Mensagem não dá uma resposta específica para cada situação pessoal e, certamente, nós na Missão não podemos fazê-lo. Cada situação é única. A vida espiritual e a formação de uma pessoa, a situação familiar, o envolvimento com a paróquia e outros ministérios, o acesso a recursos católicos e assim por diante variam muito.
E, claro, também os sacerdotes com quem têm contacto. Reparem que, além de nos pedir para encorajarmos e orarmos pelos sacerdotes – muito importante –, o Senhor diz para «servirem-se da ajuda deles na medida em que forem capazes de reconhecer a Hora presente e o veneno que infetou a Minha Igreja». Alguns sacerdotes veem o veneno mais claramente do que outros, alguns estão mais dispostos a combatê-lo – infelizmente, outros ajudam a espalhá-lo. Isto também faz parte do vosso discernimento.
O exemplo das Sete Igrejas
Ao refletirmos sobre o facto de o veneno se ter espalhado por toda a Igreja e, ainda assim, cada situação pessoal ser única, uma coisa que nos chamou a atenção foi como o Espírito Santo conclui esta Mensagem. Ele diz:
«O Espírito que falou às Igrejas fala mais uma vez».
Quem tem ouvidos, ouça o que Ele diz à Sua Igreja».
O Espírito Santo está a ecoar as cartas de São João às sete igrejas no Livro do Apocalipse. Tal como na nossa Mensagem, estas cartas destacam muitos males que afligem a Igreja, incluindo inúmeros avisos sobre as provações vindouras, a presença de Satanás, a «sinagoga de Satanás», falsos profetas, ensinamentos heréticos e idólatras e «homens maus… que se dizem apóstolos, mas não o são». Mas o que também é notável é como as sete cartas são diferentes. As sete igrejas, ou comunidades cristãs, estão na mesma região. Todas fazem parte da mesma Igreja e do mesmo momento no tempo. No entanto, a carta que cada comunidade recebe reflete a sua situação particular, advertindo-as para enfrentarem os seus desafios específicos e corrigirem os seus pecados particulares. Não é uma crítica universal.
Será que a referência final do Espírito Santo é, talvez, uma forma de iluminar a nossa própria situação?
Será que Ele nos está a pedir para abrirmos os nossos olhos e ouvidos para como estamos a experienciar este veneno, este mal do nosso tempo?
Esta Mensagem dá-nos tanto em que refletir, tanto para considerar em oração.
Nenhuma separação da Igreja – o exemplo da crise ariana
Mas uma coisa que não está em questão, uma coisa da qual podemos ter a certeza, é que Deus nunca nos pedirá para nos separarmos da Sua verdadeira Igreja. Apenas dos elementos venenosos que a atacam e a infiltram.
Aqui, podemos aprender uma lição de outra época em que os fiéis tiveram de se separar do veneno na Igreja. No século IV, tantos bispos – na verdade, a grande maioria deles – tinham sucumbido ao veneno da heresia ariana que muitos fiéis, em boa consciência, acreditavam que não podiam assistir à Missa nas suas igrejas habituais. Em vez disso, separaram-se do veneno ariano vindo de bispos e sacerdotes, adorando em circunstâncias improvisadas ou, por vezes, ficando sem Missa, confiando que Deus lhes providenciaria o alimento espiritual.
Como São Basílio lamentou sobre a situação: «[…] aqueles leigos que estão firmes na fé evitam os lugares de culto como escolas de impiedade, e erguem as suas mãos em solidão, com gemidos e lágrimas ao Senhor nos céus». Noutro lugar, disse: «As coisas chegaram a este ponto: o povo abandonou as suas casas de oração e reúne-se nos desertos». São Atanásio, o maior defensor da fé contra o arianismo, disse simplesmente: «Eles [os arianos] têm os edifícios, mas nós temos a fé».
São Atanásio e São Basílio e aqueles que os seguiram não estavam a abandonar a Igreja. Na verdade, estavam a permanecer fiéis a ela e a aceitar uma exclusão temporária para ajudar a trazer a sua renovação.
Algo semelhante está a acontecer aqui numa situação ainda mais grave. Comparem as palavras destes santos com o que Nosso Senhor diz sobre a nossa própria situação: «Os Meus verdadeiros pastores apascentarão os seus rebanhos entre as rochas e as colinas, no deserto, durante um breve tempo, até que a Ação Divina desça para purificar, curar e restaurar».
Assim, não se trata de criar uma nova Igreja, mas de ter de se separar, por um breve mas difícil período, daquilo que foi envenenado. É reconhecer que a Igreja está a viver a sua paixão, o que é terrível, mas, pela misericórdia de Deus, não durará muito.
Confiança e Providência de Deus
Ainda assim, o apelo de Deus pode parecer assustador. Como sobreviveremos sem estes apoios – sem os guias, especialmente o papado, nos quais os católicos normalmente confiam? Mesmo que a sua ausência seja apenas temporária, parecemos ficar perdidos na confusão e na obscuridade – muito como os Apóstolos e discípulos no Sábado Santo. Como encontraremos o nosso caminho?
Deus responde na Mensagem:
«Lembrai-vos de que o vosso Deus – que vos ama – sabe o que enfrentais; sabe o vosso desejo de permanecerdes fiéis a Ele, sabe o que podeis e não podeis fazer».
«Confiai que, na Sua Misericórdia, Ele vos proporciona os meios para alimentar as vossas almas, mesmo no meio das trevas e da confusão».
«Através da vossa FÉ, HUMILDADE e OBEDIÊNCIA, Ele concede-vos tudo o que precisais para permanecerdes fiéis a Ele».
Ele sabe quão difícil é este tempo. Ele proverá. Não nos abandonará.
Este é o cerne de todas as Mensagens da Reconquista: mais do que qualquer ato específico, elas chamam-nos à confiança, à fé e ao abandono ao amor e cuidado do Pai.
Por isso, leiam a Mensagem em oração – novamente e novamente –, confiando que Deus vos mostrará o caminho particular que Ele vos chama a seguir para vos separardes do veneno, e que vos dará a graça para perseverardes nesse caminho.
Reflexões finais
Apesar da sua gravidade, esta Mensagem chama-nos não ao medo, mas à confiança – no Nosso Senhor e na intercessão da Nossa Senhora Bendita.
Se mantivermos a fé e O amarmos, Ele protegerá, sustentar e guiar-nos-á para a grande renovação da Igreja.
Jesus, confiamos em Vós.
Vinde, Senhor Jesus.
[1] Um nome para o Espírito Santo. Ao longo dos anos, como é evidente nas Mensagens da Reconquista, as palavras proféticas que recebi foram ditas por Deus Pai, Jesus, o Espírito Santo e Nossa Senhora. Em algumas das Mensagens do Espírito Santo, Ele referiu-Se a Si mesmo por este nome de Mirrén [mee-Ren]. Por vezes, o Pai também se referiu ao Espírito Santo por este nome, assim como Jesus e Nossa Senhora. Mas todas as ocorrências anteriores tinham sido em Mensagens privadas. Esta é a primeira vez que o nome é usado numa Mensagem pública e isso foi muito surpreendente. Não pretendo compreender todo o significado disto. Não encontramos nenhuma referência histórica ou etimologia anterior para este nome. Mas pareceu-me que este nome é semelhante ao uso de «Abba», no sentido de que transmite uma relação mais íntima ou pessoal com a Pessoa do Espírito Santo. Sei que muitos poderão achar o seu uso surpreendente e até controverso. Mas, na fé, transmitimos exatamente o que foi ditado, sem querer editar o que o Senhor disse.
[2] Compreendo esta «ordem» como incluindo tanto a ordem natural como a sobrenatural, moral e intelectual. A ordem na natureza, a ordem nas relações entre as Suas criaturas e na relação com Ele, a ordem na moral e no comportamento, a ordem na passagem do tempo e da Providência Divina. A ordem do Seu Plano de Salvação. A ordem da Doutrina e da Tradição Sagrada.
[3] Compreendo isto como significando a forma correta pela qual a Autoridade «desce» de Deus e atua em todos os aspetos das nossas vidas. A autoridade própria dentro da Igreja, dentro da família, dentro da sociedade. Mas principalmente sinto que Ele está a falar da autoridade dentro da Igreja, de como «desce» do Seu Trono, através de Jesus, para o Seu Vigário, e através da Sucessão Apostólica para os Bispos em união com ele, para os Sacerdotes sob a autoridade destes bispos, etc.
[4] Como afirmado em Mensagens anteriores, muitos ficam escandalizados quando ouvem afirmações como estas, que profetizam a «destruição» da Igreja visível, pensando que é uma negação da promessa de Jesus de que as portas do Inferno não prevaleceriam sobre a Igreja. É útil recordar, em primeiro lugar, que a Igreja é muito mais do que apenas a parte visível aqui na terra: inclui a Igreja Triunfante (aqueles no Céu) e a Igreja Sofredora (aqueles no Purgatório). E, em segundo lugar, que quando Ele fala da Igreja nesta e noutras Mensagens, refere-Se principalmente à Igreja Militante, a estrutura visível na terra, que deve seguir Jesus na Sua Paixão, Morte e Ressurreição.
É impossível que as portas do Inferno prevaleçam contra toda a Igreja, mas é impossível que a Igreja na terra não sofra a sua traição, paixão, morte e ressurreição. O Corpo de Jesus, a Sua Humanidade, teve de sofrer a morte, mas a morte não pode tocar na Sua Divindade. De forma semelhante, a Igreja visível na Terra deve sofrer a morte, mas a essência Divina da Igreja não pode ser morta.
[5] Muitas vezes, a forma como certos parágrafos são ditados pode ser um pouco confusa, como nesta frase, em que poderia parecer que «…e abandonar os Seus filhos» se refere aos filhos do inimigo, o que não é o caso. Como foi assim ditado, hesito em fazer quaisquer alterações ou edições para tentar esclarecer o significado, mas prefiro antes acrescentar notas de rodapé quando necessário.
[6] Senti que este «estar ao nosso lado» significa a Sua proteção, consolação e intercessão perante o Pai: «Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós» (Jo 14:18).
[7] Isto foi dito com muita ênfase e diria até com alegria, como um clarão de luz a expandir-se.
[8] Um exemplo simples disto é a promoção de doutrinas falsas ensinadas e apresentadas como se fossem parte do magistério autêntico da Igreja, como os ensinamentos problemáticos nos documentos papais Amoris Laetitia, Fiducia Supplicans, Magnifica Humanitatis e inúmeros outros casos.
[9] Compreendi estes «poços» como significando paróquias, comunidades e outros grupos da Igreja. Esta é uma afirmação terrível. Não acho que isto signifique que o próprio poço seja o perigo, mas que, porque está a ser alimentado por águas – ensinamentos – que foram intencionalmente envenenadas, não devemos – não podemos – beber o que quer que esteja envenenado daquele poço agora sem prejuízo espiritual. Alguns poços estão mais envenenados do que outros.
[10]«Já não sois, pois, estrangeiros nem hóspedes, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, tendo Cristo Jesus como pedra angular, no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor, no qual também vós sois edificados juntamente para morada de Deus no Espírito». (Ef 2:19-22). Ver também (1 Pe 2:4-8), (At 4:10-12).
[11] «Sabemos que toda a criação geme até agora com dores de parto; e não somente ela, mas nós também, que temos as primícias do Espírito, gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a redenção do nosso corpo. Porque, na esperança, fomos salvos. Ora, a esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos.
Da mesma forma, o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza; porque não sabemos como orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos segundo a vontade de Deus». (Rm 8:22-27).
[12] «E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: «Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra». (Mt 18:28). «Pois, assim como o Pai tem vida em Si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em Si mesmo; e Lhe deu autoridade para exercer o juízo, porque é Filho do Homem». (Jo 5:26-27). «Depois virá o fim, quando Ele entregar o reino a Deus Pai, depois de ter destruído todo o principado, bem como toda a autoridade e poder. Porque importa que Ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos Seus pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. «Porque Deus pôs todas as coisas debaixo dos Seus pés»… Quando, porém, todas as coisas Lhe estiverem sujeitas, então também o próprio Filho Se sujeitará Àquele que todas as coisas Lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos». (1 Cor 15:24-28).
[13] «Jesus respondeu-lhe: «Se alguém Me ama, guardará a Minha palavra, e Meu Pai o amará, e viremos a ele e faremos nele a Minha morada». (Jo 14:23); «Jesus respondeu: «Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim». (Jo 14:6). «Permaneça em vós o que ouvistes desde o princípio. Se em vós permanecer o que ouvistes desde o princípio, também vós permanecereis no Filho e no Pai». (1 Jo 2:24).
[14] «Quem Me odeia, odeia também o Meu Pai». (Jo 15:23). «Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, aquele que nega o Pai e o Filho. Todo aquele que nega o Filho também não tem o Pai». (1 Jo 2:22-25).
[15] Nesta breve mas difícil provação para a Igreja, muitos dos seus elementos e estruturas visíveis estarão ausentes, e por isso o Senhor está a chamar-nos de volta ao que é mais fundamental.
[16] «Eu Sou a Videira; vós sois os ramos. Quem permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem Mim nada podeis fazer». (Jo 15:1-8).
[17] Pareceu-me que Ele estava a dirigir-se a duas secções diferentes do Seu «pequeno rebanho disperso»: aqueles que estão despertos e conscientes e aqueles que, ainda cegos, estão adormecidos na indiferença.
[18] «Diante dos seus pais, realizou maravilhas… Fez brotar ribeiros da rocha e fez correr águas como rios… Ordenou aos céus em cima e abriu as portas dos céus; e fez chover sobre eles o maná para comerem e deu-lhes o pão do céu… Fez chover-lhes carne como poeira, aves aladas como areia do mar». (Sl 78(77):18-29). Vale a pena ler todo este Salmo; é um bom lembrete de tudo o que o Senhor fez pelos Seus filhos. Ver também Ex 16 e Nm 20:1-13.
[19] Compreendi isto como significando o Santo Sacrifício da Missa.
[20] Ap 1:19-3:22.
[21] Frase que é repetida no final de cada uma das cartas às sete igrejas no Livro do Apocalipse. Ver referência acima.
[22] Ap 22:20. «Aquele que testifica estas coisas diz: «Certamente venho sem demora». Amém. Vinde, Senhor Jesus!».
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