1. O truque de "O Espírito está falando conosco através da realidade"

Este é o cerne da sinodalidade. Eles dizem: "O Espírito Santo não é estático, é um Espírito de surpresas". Então, quando veem que o mundo adota uma moda (por exemplo, o relativismo moral ou uniões fora do desígnio divino), eles não dizem "vamos seguir a moda do mundo". O jogo de palavras deles é dizer:

 «Temos de "escutar os sinais dos tempos", pois o Espírito Santo está falando conosco através das realidades e alegrias dos homens de hoje».

A armadilha: Eles mudam o sujeito. Já não são eles que se estão a render à matéria e ao pecado do mundo; é —segundo eles— o próprio Espírito Santo que lhes pede para mudar a doutrina para se adaptar a essa realidade! É uma blasfémia revestida de piedade.

 

2. Elevar a "Pastoral" acima do Dogma (A armadilha do coador)

Como sabem que não podem apagar os Mandamentos com corretivo da noite para o dia, usam o truque da "conversão pastoral". Dizem: "O dogma e a doutrina continuam a ser os mesmos (a ideia), mas a aplicação pastoral (a realidade) tem de ser compassiva e adaptar-se às feridas do homem moderno".

Como o justificam? Dizem-te que a doutrina é uma "lei abstrata" e "ideal", e que aplicá-la rigidamente é de fariseus que não têm coração.

O resultado: O dogma fica congelado num museu, inútil, enquanto na prática (na "realidade sociológica" que Prevost defende) se faz exatamente o contrário do que Deus comanda. É o materialismo puro: a ação prática destrói a verdade teórica.

 

3. Patologizar a Verdade (O insulto psiquiátrico)

E aqui está o último nível de astúcia, que é o que Willys detetou no discurso de Prevost em Espanha a 6 de junho. Para evitar que as pessoas usem a sua mente e defendam o Logos, atacam a saúde mental de quem é fiel.

Usam palavras como "rigidez", "fixação ideológica" e agora, o cúmulo dos cúmulos, "dissociações psicóticas".

 Vejam-no aí, dizendo com toda a calma que aqueles que defendem o dogma sofrem de "dissociações psicóticas"...»  

O argumento tramposo: Dizem-te que se te empenhas em que a Verdade de Deus é imutável face a um mundo que muda, estás "doente", estás "dissociado" da realidade, sofres de uma patologia. Querem que te envergonhes de defender o dogma para que, por pura pressão psicológica, acabes por ceder e aceitar a corrente do mundo.

 

Em conclusão:

A astúcia de Bergoglio e Prevost é um falso batismo da mundanidade. Usam o nome do "Espírito Santo", da "misericórdia" e do "discernimento" como uma máquina de fumo para tontar as ovelhas. O objetivo real é que a Igreja deixe de ser o farol que ilumina o mundo (a Mente que ordena o barro) e passe a ser um espelho que reflete a sujeira do mundo. É o cavalo de Troia definitivo dentro do santuário! Mas perante as 30 moedas deste Judas 3.0, hoje trazemos-vos os 30 centímetros da Chave de São Pedro entregue em Umbe.