Afinal, ela já quase não se refere a si mesma como Igreja Católica, e uma das primeiras declarações de Robert Prevost quando saiu à loggia foi que "queremos ser uma Igreja Sinodal".

Podemos perder os edifícios e o Vaticano, e a Igreja será muito menor e mais humilde, mas talvez essa seja precisamente a linha divisória de que precisamos para começar a reconstruir a verdadeira Igreja Católica.

O "cardeal" Reinhard Marx assinalou seu 30º aniversário como bispo em Munique com uma conferência cujo título sustenta perfeitamente meu argumento: Der synodale Bischof — "O Bispo Sinodal".

Esse simpósio foi ainda mais longe do que o habitual evento-lixo sinodal em que os bispos praticam a "escuta" com maior atenção. Segundo o subtítulo do evento, buscava-se explorar o "Repensar do ofício de governo da Igreja sob a exigência da sinodalidade".

O programa estava crivado da linguagem da nova revolução. "A sinodalidade é a palavra de ordem", declarava, e a Igreja deve dar às suas "estruturas hierárquicas" uma nova relação com o "Povo de Deus em sua totalidade".

E, como de costume, o que querem dizer é tão confuso quanto o sinodalês que empregam. Aparentemente, isso significa que clero e leigos devem formar uma comunidade que reza, escuta e delibera, buscando juntos decisões com "a maior unanimidade possível". Em outras palavras, como já disse antes, todos se reunirão e então inventarão novas maneiras de ofender a Deus, que, por sua vez, apresentarão como "um novo modo de ser Igreja" ou algum disparate semelhante.

Os organizadores apressaram-se em negar que isso signifique votação "parlamentar", mas acrescentaram imediatamente que o resultado deveria ser "um claro aumento da cultura democrática".

Certo, então deixem-me ver se entendi: não vamos votar sobre questões de fé. Vamos votar sobre questões de fé. Faz todo o sentido. Para a mente sinodal podre e sifilítica, suponho.

Mas a frase seguinte do programa era especialmente suculenta: "Uma Igreja sinodal necessita de um bispo sinodal", proclamava orgulhosamente.

Sim, louvado seja Deus, pensei. Eles admitem. Estão nos dizendo abertamente que não são a Igreja Católica, mas a Estação de Tratamento de Esgoto Espiritual do Anticristo Sinodal, e que seus bispos serão diferentes daqueles que fazem parte da gloriosa sucessão apostólica da Una, Verdadeira, Santa e Apostólica Igreja Católica.

O ofício episcopal, afirmava o programa, "mudará" quando estiver "vinculativamente inserido em estruturas participativas dentro e além da diocese". Até mesmo o exercício do poder de governo do bispo está explicitamente incluído nessa transformação proposta.

Isso está tão chocantemente distante daquilo que um verdadeiro bispo católico é que nem sequer tem graça. A essência do ofício de um bispo sinodal não é receber, mas reconstruir.

O programa perguntava como a potestas episcopal pode ser colocada em "relação construtiva" com a dignidade e os direitos de todos os batizados, e quais conceitos de uma "refundição sinodal da autoridade episcopal" apontam para o futuro. As sessões do simpósio previam considerar o "potencial inovador" do ministério neotestamentário, o surgimento histórico do episcopado, um "perfil modificado" para o ministério episcopal e até mesmo a "reconstituição" protestante do ofício episcopal durante a Reforma.

E se você precisar reler isso para compreendê-lo, deixe-me ajudar. Trata-se de uma tentativa demoniacamente radical não de discutir um estilo pastoral mais afável, mas de determinar como mudar a própria autoridade episcopal, que novas estruturas sinodais permanentes deveriam ser instituídas e como o governo deveria ser "compartilhado". Em outras palavras, é tão católico quanto as bactérias que cresciam sob as unhas dos pés de Martinho Lutero.

Em sua entrevista de aniversário ao katholisch.de, o mesmo herege imundo, Marx, também esclareceu a eclesiologia subjacente da apóstata "Igreja" Sinodal.

"A Igreja não é como uma pirâmide com a Cúria em Roma no topo", disse ele, mas consiste em igrejas locais que formam a Igreja universal, com o Papa como "o fundamento da unidade". Cada igreja local, argumentou Marx, "deve encontrar seu próprio caminho".

Seu próprio caminho? Em oposição ao perene caminho católico do Caminho, da Verdade e da Vida?

Ele disse que o Caminho Sinodal não deveria produzir meramente "uma lista de exigências" a ser enviada a Roma, mas que a arena decisiva seria a diocese, onde as estruturas sinodais podem tornar-se concretas.

Marx argumentou também que a conferência episcopal "não pode ser o único órgão" a representar a Igreja, e que é necessário outro "espaço de ressonância" representativo.

Sua descrição do papado seguiu o mesmo raciocínio anticatólico, ao explicar que "O Papa não é o governante autocrático sobre a Igreja", mas o "fundamento da unidade". Segundo Marx, numa Igreja sinodal, a tarefa do Papa deveria ser garantir que "muitos possam percorrer juntos o caminho da Igreja".

Isso não é nada menos que uma receita para a anarquia e a confusão, mas, enfim, bem-vindos à Igreja Sinodal.

Da Bélgica e da Itália vieram mais duas razões para rezar a fim de que mudem oficialmente seu nome para "Igreja Sinodal". (Ou talvez "A Grande Igreja Gay e Kosher da Mãe Terra de Leão & Francisco" também pudesse ser uma opção.)

O LifeSiteNews noticiou que, na Bélgica, a KU Leuven incorporou uma recitação em árabe do Alcorão a uma suposta Missa católica que marcava o início do ano acadêmico da universidade. A instituição "católica" apresentou a inclusão de diferentes tradições religiosas como parte de uma iniciativa inter-religiosa. Afinal, a Igreja Sinodal não converte, ela conversa.

Um jovem proclamou versículos da Surah Ash-Shu'ara do Alcorão, capítulo que inclui um relato de Abraão desafiando seu pai e sua comunidade a respeito de seus objetos de culto.

Houve também leituras protestantes e anglicanas e, segundo o AdVaticanum, também estava prevista a leitura de um texto judaico, mas a ideia foi abandonada no último momento. Mas eis a pior parte: o "arcebispo" Luc Terlinden estava entre os presentes à Missa, e tudo indica que ela recebeu seu selo de aprovação.

Afinal, apenas mais um episódio da Igreja Sinodal fazendo sua parte para estabelecer a Religião Mundial Única do Anticristo.

Por falar nisso, num incidente distinto na Itália, os planos para um local de culto muçulmano em Veneza receberam o sinal verde de outro traidor sinodal.

O "arcebispo" Francesco Moraglia, que serve como Patriarca de Veneza, expressou seu apoio ao estabelecimento de uma mesquita em Mestre, a porção continental do município.

Moraglia, que claramente não dá a mínima para o fato de que esses seguidores do Islã precisam de Cristo e não de um lugar para rezar a seu deus falso, disse: "Todos nós temos o direito de ter um lugar adequado no qual rezar".

Agora some essas três histórias, e o que você obtém?

Definitivamente não o catolicismo, e definitivamente não a Igreja Católica.

Então, pelo amor do catolicismo, será que eles poderiam de uma vez mudar seu nome?